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O esportivo da marca das quatro argolas já é bastante potente desde a versão convencional, com 200 cv. Só que a versão TTS, disponível nas configurações cupê e cupê-conversível, traz 72 cv a mais sob o capô e muita tecnologia. O modelo, cotado para chegar ao Brasil ainda este ano, sai de fábrica recheado de sistemas eletrônicos de última geração e ainda possui soluções pouco comuns aos automóveis, como o Audi Space Frame. A plataforma tem a parte traseira em aço e a dianteira em alumínio, assim como alguns componentes da suspensão. Tudo para melhorar distribuição de peso e elevar a rigidez da estrutura.
Como em todo esportivo, no entanto, a principal atração do Audi TTS é o motor 2.0 TFSI, totalmente modificado para produzir maiores potência e torque. O bloco em alumínio ganhou paredes com melhor refrigeração, apoio inferior reforçado, cabeçote com novo desenho e novos eixos de comando e pistões. Os cilindros também ganharam camisas reforçadas e injetores específicos para o TTS, com árvores de contrabalanço para eliminar vibrações. A Audi ainda modificou a estrutura do turbocompressor, com adoção de novos compostos no intercooler para melhorar a eficiência térmica, paletas maiores na turbina, além da aplicação de um novo tipo de aço no escapamento para suportar a pressão elevada de 1,2 bar -- normalmente as pressões são de 0.6 bar e 0.8 bar nos turbos.
DOWNSIZING
Com as modificações, a unidade de força de quatro cilindros em linha, com injeção direta de combustível, duplo comando de válvulas e turbocompressor passa a gerar robustos 272 cv de potência aos 6 mil giros. O torque máximo é de generosos 35,6 kgfm, despejados integralmente nas quatro rodas entre 2.500 e 5 mil giros. O propulsor vem acoplado a um câmbio manual de seis velocidades ou à sofisticada caixa manual automatizada S-Tronic, opcional, dotada de dupla embreagem, seis velocidades e paddle shifts atrás do volante para trocas manuais. O trem de força faz o cupê arrancar de zero a 100 km/h em curtos 5,4 segundos ou em 5,2 segundos com o câmbio S-Tronic. A máxima é limitada em 250 km/h.
De tão arrojada, a nova configuração do motor 2.0 TFSI no Audi TTS chega a superar o rendimento do propulsor 3.2 litros V6 da versão topo de linha, com 253 cv e 32,6 kgfm de torque. A unidade de força menor é 7% mais potente e cerca de 8% mais forte em torque que a unidade 3.2 V6 pode até aposentá-la no futuro. Isso sem falar no tamanho e peso menores, que facilitam a distribuição de peso.
O design é outro aspecto que conta muito em um esportivo de luxo. E o TTS se impõe visualmente, embora mantenha quase intocadas as linhas fluidas e estilosas do TT convencional. Os principais destaques são as largas entradas de ar nas pontas do para-choques dianteiro, que envolvem o clássico "bocão" formado pela grade em trapézio da Audi com a inscrição "S" junto do nome TT no interior, os dois escapes duplos nas extremidades inferiores do para-choques traseiro e o aerofólio embutido na tampa da mala -- que emerge aos 120 km/h.
Já no interior, o refino prevalece em cada detalhe. Há revestimentos em couro nos bancos, portas e na base do console central, acabamentos em aço escovado no painel e uma profusão de botões e equipamentos de conforto e comodidade. Entre eles, ar automático, direção eletro-hidráulica assistida, ajustes elétricos nos assentos dianteiros, sensores de chuva, de luminosidade, de obstáculos e de pressão dos pneus, além do sistema de som premium da marca Bose, com rádio/CD/MP3, entradas auxiliar e iPod e conexão Bluetooth para celulares, com informações exibidas em uma tela de cristal no console.
Na parte de segurança, além da tração integral Quattro, disponível de série nos modelos da linha S, o esportivo traz controles eletrônicos de estabilidade e de tração, faróis bixênon, freios com ABS, EBD e assistente de emergência, além de seis airbags -- duplos frontais, laterais e de cortina. A Audi ainda oferece um sistema de suspensão com controle magnético da carga dos amortecedores, com duas configurações disponíveis: Standard ou Sport. Na Europa, o Audi TTS parte de 45.400 euros na versão cupê, o equivalente a R$ 135 mil. E tem um apelo esportivo importante para a Audi, ainda mais no Brasil, onde tenta resgatar seu prestígio entre as marcas de luxo.